domingo, 17 de janeiro de 2016

de uma noite de domingo em meio à qual (da série: o amor e a calma nos guiarão)

quanto pode o amor!


às vezes só me sento e contemplo,


mas sinto em mim -


mais que o tempo


e o que vejo -


o mundo inteiro.







sábado, 9 de janeiro de 2016

citação (da série: o amor e a calma nos guiarão)

Cheguei à terrível conclusão de que sou o elemento decisivo.
É a minha abordagem que cria o clima.
É o meu humor diário que faz o tempo.
Possuo o tremendo poder de tornar a vida miserável ou prazerosa.
Posso ser uma ferramenta de tortura ou um instrumento de inspiração;
posso humilhar ou ter humor, machucar ou curar;
Em todas as situações, é a minha resposta que decide se uma crise escala ou desescala, se uma pessoa é humanizada ou desumanizada.
Se tratamos as pessoas como elas são, nós as tornamos piores.
Se tratamos as pessoas como elas deveriam ser, nós as ajudamos a se tornar o que elas são capazes de se tornar.” 
(Johann Wolfgang von Goethe) 

 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

consigna de 2016

disse o preto velho:
"a gente planta o que colhe"
ao invés de
"a gente colhe o que planta".
e é com esse enigma 
que adentro o ano.
sem muitos planos,
mas com confiança tanta.
talvez como quem se recolhe -
mas não se encolhe, se adianta.
e de onde quer que eu veja,
possa também como quem preveja,
retificar o que eu mesma já disse:
"a cada um conforme o que deseja
- e o que aguenta".
porque o que a gente tenta
tenta 
tenta
uma hora passa de madeira solta
a ser o banco
onde a gente
senta. 
oxalá!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

o que o olhar respira (da série: é preciso estar à altura da infância)



o que olha o menino
quando mira o infinito?
o que olha o menino
que traz atrás de si o próprio mito?
o que olha o menino?...
o que mira?...

ah, poder saber
o que esse olhar respira!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

citação (da série: é preciso saber ver pra poder ver)



“Se estivermos vigilantes, não passará um só dia sem que aconteça um milagre em nossa vida. Podemos inverter esta proposição, dizendo que, caso não nos aconteça um milagre em qualquer dia de nossa vida, será simplesmente porque o teremos perdido de vista.”
Rudolf Steiner

terça-feira, 24 de novembro de 2015

cabelo...capim (da série: é preciso ter coragem)

Cortei meu cabelo
como quem tira toda
a grama de um jardim.

Mas ele teima em crescer:
o cabelo em mim
é como na terra
o capim.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

milagres (da série: ehprecisotercoragemdeserfeliz...sempre!)

eu vejo milagres todos os dias.
milagres que ninguém vê.
eu vejo porque me abri à possibilidade de ver
e não só porque haja nisso uma alegria.

eu vejo milagres de repente, alhures,
aqui, ali e além.
eu vejo porque vejo mais do que eles contêm
e não só por crer (ainda que crer seja algo que por si já tudo mude).

eu vejo milagres e milagres e milagres
e milhares de milagres! mesmo que o mundo acabe.
eu vejo milagres porque sou eu mesma um deles:
talvez o maior, o melhor, o supimpa
mesmo sendo um mero, um nada, um reles...

(dedicado ao que abriga a casinha tianguá em todos os tempos, em todos os sonhos, em todos os lugares)